Um erro comum na construção de um projeto é subestimar o tempo, ou o custo, ou os obstáculos, ou o número de pessoas necessárias para o concluir.
Este erro é uma das principais fontes de atrasos ou de "derrapagens orçamentais".
Sabemos isto, no entanto continuamos a fazer "sub" estimativas. Porquê?
Porque motivo continuamos a pensar "ainda não bebi o suficiente para acusar no balão"; ou "hoje chegam-me 5 horas de sono"; ou "não é preciso telefonar todos os dias a dizer que gosto muito dela e sinto a sua falta".?
Nos projetos do nosso trabalho e nas nossas relações assumimos muitas vezes esta atitude conservadora. Talvez porque o nosso instinto de sobrevivência seja ainda muito forte e nos obrigue a não desperdiçar esses recursos.
Até faz sentido!
Ou talvez não ...
Neste pequeno excerto (4'22'') de uma Conferência proferida em Toronto em 1972, Viktor Frankl explica-nos porque devemos sobrestimar o outro, porque devemos considerá-lo mais, melhor e acima da nossa própria expectativa.
Viktor Frankl foi um dos poucos milhares que sobreviveu nos campos de concentração durante a 2ª Guerra Mundial. Sobreviveu para nos explicar que ao subestimar apenas conseguimos pior do que aquilo que realmente queremos.
Bom fim-de-semana,
Ana Isabel Lage Ferreira
OTC President
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